Gastronomia

Comida com história, chef Ju Duarte une duas paixões

Cozinha Santo Antônio é chefiado por uma cozinheira, historiadora e pesquisadora da história da gastronomia mineira

Formada em história e posteriormente em gastronomia, Juliana Duarte abandonou quase vinte anos de carreira no mercado publicitário para unir na Cozinha Santo Antônio suas duas paixões: história e gastronomia.

Foto: Vania Cardoso

O restaurante, aberto em fevereiro, mistura sua identidade com a de Minas Gerais e Belo Horizonte, através de um trabalho de pesquisa e valorização da história da nossa cultura alimentar.

“Não quero ser só um restaurante, um negócio, quero que a Cozinha Santo Antônio seja um espaço de experiência gastronômica e cultural. Quando eu penso em gastronomia eu não penso em alta gastronomia, mas numa gastronomia que valoriza os ingredientes e a nossa história. Eu desejo que as pessoas se arrisquem a experimentar novos sabores, nossos ingredientes, novos pratos representativos de Minas e do Brasil. E ao mesmo tempo gosto de pegar pratos tradicionais da nossa e de outras culturas e dar um pitaco, por exemplo o boeuf bourguignon que eu coloco pinhão e batata doce ou a feijoada que eu adoro fazer com o feijão vermelho no lugar do tradicional feijão preto” explica Ju, como é conhecida.

Como tudo começou

Ju Duarte Já trabalhou como historiadora e pesquisadora no Arquivo Público Mineiro e teve uma empresa de pesquisa de história por 10 anos. Depois foi fundadora e diretora do núcleo de comunicação e marketing digital da Lápis Raro, onde trabalhou por 19 anos. A cozinha entrou na sua vida muito cedo.

“Eu sempre cozinhei, desde os 10 anos de idade quando eu fazia bolos. Desde então, sempre fiz muitas comidas, frequentei cursos livres, fiz viagens para conhecer restaurantes e tradições culinárias do Brasil e do mundo”, conta. E foi a partir dessas iniciativas que a gastronomia foi virando uma coisa séria e ela foi apaixonando cada vez mais por fazer comida e aprendendo a se relacionar com o mundo e com as pessoas por meio do alimento.

“Porém eu entendi que para atuar neste mercado eu precisava me profissionalizar, eu queria conhecer os processos e as técnicas. Na minha visão, eu jamais poderia atuar neste ramo com uma cabeça de quem faz comida em casa, eu gosto de estudar e de aprender e valorizo demais o conhecimento”, explica.

É claro que os cozinheiros amadores sabem fazer comidas maravilhosas e super saborosas, mas para vender comida é preciso algo mais. É preciso entender de segurança alimentar, de técnicas de produção e conservação, de estoque e de gestão de estoque, de apresentação de pratos e por aí vai. “Não é só cozinhar, é fazer a gestão de todo o processo de produção da comida e ofertar experiência para os comensais. Tem que transformar algo aparentemente banal em algo “extraordinário”, finaliza.

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