Viagem

Conheça alguns dos templos dedicados a São Francisco de Assis

Um dos santos mais populares do catolicismo, São Francisco de Assis – batizado Giovanni di Pietro di Bernardoni, nasceu em Assis, na Itália, no dia 5 de julho de 1182. Era filho de Pica Bourlemont e Pedro Bernardone Maricone, rico e conceituado comerciante de tecidos daquela cidade.

Fundador da Ordem Franciscana renunciou à riqueza e viveu para defender os pobres e espalhar o Evangelho. Conhecido como protetor dos animais era cercado por eles durantes suas pregações.

Tendo suas obras e ensinamentos reconhecidos pelo Papa ainda em vida, foi canonizado no prazo de apenas três anos após sua morte.

No Brasil a devoção ao “Pobrezinho de Assis” chegou com os portugueses. Entre joias do barroco mineiro e uma igreja pertencente ao Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte, reconhecido pela Unesco, como Patrimônio Cultural da Humanidade, são incontáveis os templos dedicados ao Santo espalhados pelo mundo. Dos mais singelos ao mais suntuosos.

Outubro, é o dia Dedicado a São Francisco de Assis, também padroeiro do Pantanal. Nesses tempos tão difíceis nos apegamos e rogamos ao Santo que não deixou de ser homem e que nos mostra todos os dias que toda vida tem valor.

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A presença de Francisco, ainda hoje, instiga historiadores, teólogos e pesquisadores a escreverem sobre ele. Também inspira artesãos que dão a ele feições locais e atitudes simplesmente humanas.

Então, o que a gente deseja é que, independentemente da fé de cada um, possamos seguir as palavras da Oração de São Francisco.


Segue uma listinha de algumas Igrejas dedicadas a São Francisco de Assis que você pode conhecer assim que as viagens estiverem liberadas!

Basílica de São Francisco de Assis – Assis – Itália

A construção da basílica começou logo após a canonização de Francisco em 1228. Simone di Picciarelo doou o local para a igreja, uma colina a oeste da cidade de Assis, conhecida como Colina do Inferno (onde os criminosos eram mortos). Hoje, o local é conhecido como Colina do Paraíso. A pedra fundamental foi posta pelo Papa Gregório IX, em 17 de Julho de 1228. A igreja foi projetada e supervisionada pelo irmão Elia Bombardone, um dos primeiros seguidores do santo. A basílica inferior foi terminada em 1230.

No dia de Pentecostes, em 25 de Maio de 1230, o corpo de Francisco foi trazido para o local. A construção da basílica superior começou logo após 1239 e foi finalizada em 1253. Sua arquitetura é uma síntese do Românico e do Gótico Italiano. As igrejas foram decoradas pelos maiores artistas daquele tempo, vindos de Roma, Toscana e Úmbria. A igreja inferior tem afrescos de Cimabue e Giotto; na igreja superior está uma série de afrescos com cenas da vida de São Francisco, também atribuída a Giotto e seus seguidores. A Basílica é administrada pelos Frades Menores Conventuais (OFM Conv.). Os Frades Franciscanos Conventuais são os guardiães dos restos mortais do Santo de Assis.

Igrejas de São Francisco de Assis

Ouro Preto – Minas Gerais

Construída em estilo Barroco, com elementos decorativos Rococó, é um dos monumentos mais significativos da arte colonial. É uma das mais conhecidas igrejas brasileiras daquele período e uma das mais celebradas criações do mestre Aleijadinho, que elaborou o projeto básico da fachada e da decoração em relevos e talha dourada, realizando pessoalmente diversos de seus elementos, ainda que outros artistas também tenham colaborado.

Ali também se encontram trabalhos do Mestre Ataíde, o maior nome da pintura colonial brasileira, que decorou o teto da nave criando aquela que se tornou sua composição mais famosa, além de pintar outros painéis e dourar o altar-mor. Pela sua relevância extraordinária, a Igreja foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), foi classificada em 2009 como uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo, e integrando a Cidade Histórica de Ouro Preto é parte do Patrimônio da Humanidade, reconhecida pela Unesco.

Belo Horizonte – Minas Gerais

O projeto arquitetônico da igreja, inaugurado em 1943, é de Oscar Niemeyer, e o cálculo estrutural do engenheiro Joaquim Cardozo. Foi o último prédio a ser inaugurado do Conjunto Arquitetônico da Pampulha.

É considerada a obra-prima do conjunto. No projeto da capela Oscar Niemeyer faz novos experimentos em concreto armado, abandonando a laje sob pilotis e criando uma abóbada parabólica em concreto, até então só utilizada em hangares. A abóbada na capela da Pampulha seria ao mesmo estrutura e fechamento, eliminando a necessidade de alvenarias. Inicia aquilo que seria a diretriz de toda a sua obra: uma arquitetura onde será preponderante a plasticidade da estrutura de concreto armado, em formas ousadas, inusitadas e marcantes.

As linhas curvas da igreja seduziram artistas e arquitetos, mas escandalizaram o acanhado ambiente cultural da cidade, de tal forma, que as autoridades eclesiásticas não permitiram, por muitos anos, a consagração da capela devido à sua forma inusitada e ao painel de Portinari onde se vê um cachorro representando um lobo junto à São Francisco de Assis, a igreja permaneceu durante catorze anos proibida ao culto. Aos olhos do arcebispo Dom Antônio dos Santos Cabral a igrejinha era apenas um galpão.

Seu interior abriga a Via Crúcis, constituída por catorze painéis de Cândido Portinari, considerada uma de suas obras mais significativas. Os painéis externos são de Cândido Portinari – painel figurativo e de Paulo Werneck – painel abstrato. Os jardins são assinados por Burle Marx. Alfredo Ceschiatti esculpiu os baixos-relevos em bronze do batistério. Na área externa, é recoberta de pastilhas de cerâmica em tons de azul claro e branco, formando desenhos abstratos. A igrejinha da Pampulha é um dos mais conhecidos “cartões postais” de Belo Horizonte. Em 2016 foi reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade.

São João Del Rei – Minas Gerais

Começada em 1774, é um dos principais marcos da arte colonial brasileira, tornando-se famosa pela beleza de sua arquitetura, pela riqueza de sua talha e pela participação nas obras do mestre Aleijadinho, autor do projeto, mais tarde modificado por Francisco Cerqueira. Devido à sua importância, a igreja foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) junto com todo o seu acervo.

Igreja e Convento de São Francisco de Assis – Salvador – Bahia

Localizadas no coração da cidade, as estruturas foram erguidas entre os século XVII e XVIII e são consideradas uma das mais singulares e ricas expressões do Barroco brasileiro, apresentando, em especial a igreja, uma faustosa decoração interior. Foram tombadas pelo Iphan, classificadas como uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo, e fazem parte do Centro Histórico de Salvador, que hoje é Patrimônio da Humanidade.

Igreja de São Francisco de Assis – Sabará – Minas Gerais

Também é conhecida como “Igreja de São Francisco de Assis sob a invocação de Nossa Senhora dos Anjos”. É monumento tombado pelo IPHAN. As obras prosseguiram devagar com várias interrupções, e a decoração interna só foi realizada parcialmente, mas possui algumas peças estatuárias de alto valor e uma boa pintura no teto da capela-mor.

O templo nasceu primeiramente como uma capela simples fundada em 1761 pela Arquiconfraria do Cordão de São Francisco dos Homens Pardos, dedicada a Nossa Senhora Rainha dos Anjos. Para substituir esta capela, em 6 de julho de 1772 a Arquiconfraria recebeu autorização para erguer uma igreja de grande porte. O autor do projeto não é conhecido.

O projeto era ambicioso, mas a Arquiconfraria era pobre, a construção foi morosa e jamais foi inteiramente terminada. Os trabalhos ganharam alento entre 1798 e 1805, mas depois prosseguiram com lentidão outra vez. Em 1849 foram concluídas as torres, e então a obra foi paralisada por um largo período. Somente em 1864 foi desmantelada a primitiva capela que ainda sobrevivia no interior, envolta pelas paredes novas, e as obras provavelmente se prolongaram ainda por todo o século XIX. Trabalharam no templo o carpinteiro José Ferreira de Brito (1798), o pedreiro Manuel da Costa Lima (1804/1805), João Fernandes de São Tiago (1805), o mestre pedreiro Leonardo de Moinhos, que ergueu os paredões da frente e do lado direito, e Domingos Pinto Coelho, responsável pelas obras de cantaria e pelo relevo em pedra-sabão da portada, ativo em 1822.

A planta é tradicional, dividida em uma grande nave única e uma capela-mor. A fachada tem uma porta centralizada, coroada por um relevo, um nicho e um emblema franciscano, e no nível superior há duas janelas com balcão. Acima, um frontão ondulado entre duas torres sineiras, as quais mostram duas seteiras e coruchéus piramidais. A estrutura é de alvenaria de pedra. A nave tem dois altares simples embutidos nas paredes, dois púlpitos engastados no arco do cruzeiro, com parapeitos de ferro, e uma fileira de balaústres em ambos os lados, funcionando como divisórias da nave. A capela-mor tem piso de tabuado largo, amplas tribunas e um grande altar em madeira em forma de trono escalonado. Pelas laterais da capela-mor correm duas passagens que levam à sacristia, erguida em pedra e adobe, com um piso superior que funciona como consistório.

História que corre pelas ruas da cidade dá conta que contratado para as obas da Igreja do Carmo, o mestre Aleijadinho desviava material para completar a decoração da Igreja de São Francisco, onde trabalhou apenas por devoção. Fofocas seculares nas quais os santos nem nós nos metemos!

Portal da cidade de Poconé – Pantanal Matogrossense – Mato Grosso

Nada mais natural que Francisco de Assis fosse o padroeiro do Pantanal e fosse reverenciado na cidade considerada o portão de entrada para o Pantanal Norte. Em agosto de 2019 a cidade recebeu a visita de uma comitiva da Fraternidade Santa Izabel da Hungria e da Relíquia e Imagem Peregrina do Pai Seráfico. A Relíquia e a Imagem Peregrina foram conduzidas ao Monumento de São Francisco de Assis em meio ao Pantanal para uma celebração com a comunidade.

Oração de São Francisco


Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor.

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.

Onde houver discórdia, que eu leve a união.

Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.

Onde houver erro, que eu leve a verdade.

Onde houver desespero, que eu leve a esperança.

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais:

consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois é dando que se recebe.

É perdoando que se é perdoado.

E é morrendo que se vive para a vida eterna.

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