Gastronomia

Jovens Baristas prontos para conquistar o mundo

O café é um verdadeiro tesouro nacional. Capaz de levantar os ânimos mais abatidos, saborizar e perfumar os mais sofisticados pratos da alta gastronomia e ser um típico produto de exportação made in Brazil, o grão, que se espalha especialmente pelas montanhas do Sul de Minas, também é capaz de mudar vidas. Esse é o objetivo da Associação Jovens Baristas. O projeto social que se desenvolve em Belo Horizonte resgata pessoas em situação de vulnerabilidade social integrando-as no delicado mundo do café.

A ideia de Kívian Rodrigues, coordenadora do projeto, é uma retribuição à oportunidade que recebeu poucos anos atrás. “Fui trabalhar numa empresa de café gourmet como recepcionista e lá comecei a aprender. Passei por todas as atividades possíveis e isso mudou minha vida. De uma estudante de logística que não estava realizada passei a uma profissional que encontrou seu lugar. Vi que agora era minha vez de compartilhar o conhecimento e levar essa felicidade para a vida de outras pessoas”, explica Kívian Rodrigues.

Kívia Rodrigues (centro)

A Associação não faz distinção de perfis. O curso, gratuito, têm duração de quatro meses e vai do terroi cafeeiro à xícara para que os alunos possam escolher em qual atividade querem seguir: baristas de campeonato, donos de cafeteria, consultor ou barista, por exemplo. Faz parte do currículo também noções de empreendedorismo.

Leia também: Vai um cafezin? Em novembro Belo Horizonte foi a capital do café

“A minha ideia é formar profissionais completos para eles merecerem reconhecimento. Ninguém vai fazer favor pra ninguém por dar um emprego. Chega de baratear a mão de obra pobre. Temos conhecimento, inteligência e vamos ser remunerados porque merecemos”, pontua a idealizadora do projeto.

A partir de janeiro o projeto vai ter sede própria e uma cafeteria modelo, onde os alunos vão exercitar tudo que aprenderam. Além de degustar o café feito por eles, os frequentadores vão poder comprar acessórios. A cafeteria faz parte do modelo de sustentabilidade do projeto.

“Vai ser uma casa aberta. Queremos que todos possam ver os meninos treinando, os formados trabalhando, e a gente buscando a valorização de uma mão de obra que era abusada pela necessidade que enfrentava. Agora vamos juntar o melhor insumo – que é produzido em Minas – com a melhor mão de obra e fazer de Belo Horizonte referência no mercado de cafeteria. Olha que poderoso é isso! O café, pra nós, é esperança, transformação, ele muda vidas!”, comemora.

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