Parque Estadual do Rio Doce lança guia de trilhas
O Instituto Estadual de Florestas (IEF) lançou o novo Guia de Trilhas do Parque Estadual do Rio Doce (Perd) com informações detalhadas sobre percursos, níveis de dificuldade, tempo estimado de caminhada, regras de visitação e orientações de segurança para turistas e visitantes sobre o local.
O material reúne trilhas autoguiadas e roteiros que exigem acompanhamento de condutores credenciados, fortalecendo o turismo de natureza e promovendo uma experiência mais segura em uma das mais importantes unidades de conservação de Minas Gerais. A lista de condutores credenciados pode ser consultada clicando aqui.
PARQUE ESTADUAL DO RIO DOCE
O Parque Estadual do Rio Doce (PERD) é a maior área contínua de Mata Atlântica preservada em Minas Gerais e uma das mais importantes unidades de conservação do Brasil. Criado em 1944, o parque abriga uma rica biodiversidade, com centenas de espécies de animais e plantas, além de cerca de 40 lagoas naturais, entre elas a famosa Lagoa Dom Helvécio. Localizado na região do Vale do Aço, entre os municípios de Marliéria, Timóteo e Dionísio, o destino é ideal para ecoturismo, observação da fauna, trilhas, passeios de barco e educação ambiental. Sua infraestrutura inclui centro de visitantes, alojamentos, camping e áreas de lazer em meio à natureza preservada.
Endereço: Rodovia LMG-760, Km 20, Distrito de Santa Rita, Marliéria – MG
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TRILHAS
- Trilha do Vinhático, com 1,3 quilômetro de extensão, que atravessa áreas de Mata Atlântica em regeneração e permite observar diferentes estágios de recuperação florestal após incêndios registrados na década de 1960.

- Trilha do Angico Vermelho, com 1,45 quilômetro e percurso adaptado também para ciclistas, passando por áreas preservadas próximas à Lagoa Dom Helvécio.
- Trilha das Crianças, com apenas 182 metros e placas interpretativas sobre fauna e meio ambiente.
- Trilha do Pescador combina caminhada e lazer às margens da Lagoa Dom Helvécio, com pontos destinados à pesca recreativa de espécies exóticas, contribuindo para o manejo ambiental dessas populações.
- Trilha da Carioca, voltada para observação da fauna, birdwatching e educação ambiental, permitida apenas com condutores credenciados.
- Trilha Porto Capim também exige acompanhamento especializado e leva os visitantes a áreas preservadas da Mata Atlântica e espaços utilizados para pesquisa científica.
- Trilha Transperdida, considerada a maior trilha ativa do Perd, com 10,8 quilômetros de extensão e nível elevado de dificuldade. O percurso reúne paisagens naturais, travessias e pontos históricos ligados às pesquisas científicas desenvolvidas na unidade.
O guia também apresenta a Ciclotrilha TransEstalo, inaugurada em 2025, com cerca de 45,9 quilômetros de extensão. O percurso incentiva o cicloturismo e homenageia o jacu-estalo, ave rara e ameaçada de extinção encontrada na Mata Atlântica. A rota é destaque para observação de vida silvestre, incluindo espécies como onça-pintada, onça-parda, anta, tatu-canastra, muriqui-do-norte e sagui-caveirinha.
Além de divulgar os atrativos naturais, o material reforça regras importantes para preservação ambiental, como a proibição de alimentar animais silvestres, fazer fogueiras, retirar plantas, descartar resíduos inadequadamente ou acessar áreas restritas sem autorização.
Segundo o gerente do parque, Vinícius Moreira, a iniciativa busca incentivar o uso público de forma ordenada e sustentável. “O turismo bem planejado se torna uma importante ferramenta de conservação, além de promover geração de renda, ecoturismo e conscientização ambiental”, destacou.
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