Exposição Bonecos Giramundo fica em cartaz até 26 de abril no Palácio das Artes
3 mins read

Exposição Bonecos Giramundo fica em cartaz até 26 de abril no Palácio das Artes

Giramundo – uma das mais atuantes companhias de teatro de bonecos do Brasil – e a Fundação Clóvis Salgado celebram 55 anos de história com a Ocupação Giramundo, no Palácio das Artes. Intitulada “Bonecos Giramundo”, a exposição poderá ser conferida até 26 de abril de 2026, na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard.

A mostra apresenta cerca de 600 peças — entre bonecos, máscaras, objetos de cena e elementos cenográficos — que marcaram a trajetória do grupo no teatro, no cinema de animação e na televisão. A exposição tem entrada gratuita.

Bonecos Giramundo

Fundado em 1970, o Giramundo surgiu a partir da iniciativa dos artistas plásticos Álvaro Apocalypse, Tereza Veloso e Madu. O coletivo mineiro é conhecido no teatro de bonecos pela qualidade de suas produções e pelo nível de experimentação que seus artistas trazem à cena. Ao longo de 55 anos, já estrelaram mais de 40 espetáculos, utilizando bonecos que podem ser manuseados de diferentes formas — por meio de fios, varas, luvas ou até vestidos.

Exposição Giramundo Palácio das Artes
FOTO: Carla Silva

EXPOSIÇÃO

Na mostra, o público terá acesso a uma retrospectiva abrangente da obra de Álvaro Apocalypse, considerado o maior criador do teatro de bonecos brasileiro, por meio de peças originais de 25 montagens realizadas entre 1970 e 2003.

A exposição também apresenta a produção contemporânea do Giramundo, com bonecos de 15 espetáculos recentes e coproduções para televisão, dirigidas por Bia Apocalypse, Marcos Malafaia e Ulisses Tavares. A curadoria é organizada em três grandes eixos: “Coleção Álvaro Apocalypse”, “Coleção Giramundo Século XXI” e “Cine Giramundo”. A proposta oferece, ainda, uma seção educativa na PQNA Galeria Pedro Moraleida, conectada à exposição principal. Nela, são detalhados, passo a passo, os processos de construção dos tipos mais conhecidos de bonecos, acompanhados de esquemas que analisam seus componentes — numa verdadeira “anatomia das marionetes”.

Exposição Giramundo Palácio das Artes
FOTO: Carla Silva

A “Coleção Álvaro Apocalypse” é apresentada em quatro períodos: Anos 1970 – Período Lagoa Santa (1971-1976); Anos 1980 – Período Clássico UFMG (1979-1988); Anos 1990 – Período UFMG Tardio (1990-1999); e Anos 2000 (2000-2003). Já a seção “Giramundo Século XXI” inclui as coleções: Trilogia Giramundo Teatro e Cinema, Mitologias, TV Giramundo, Miniteatro Ecológico e Bonecos Gigantes. A exposição também destaca a produção de figurinos, além das animações e documentários audiovisuais reunidos no “Cine Giramundo”.

Leia também: CCBB-BH recebe mostra sobre memes e cultura digital a partir de março

Segundo Marcos Malafaia, um dos diretores do grupo e curador da exposição, a mostra se distingue de outras similares por apresentar, pela primeira vez, de forma abrangente, as duas fases do Giramundo: o período Álvaro Apocalypse (1971–2003) e o período pós-Apocalypse (2005–2025). “O conceito curatorial parte da ideia de permanente mutação e experimentação, que orienta todo o processo criativo do Giramundo. Essa noção de transformação contínua é o fio condutor que conecta os diferentes setores da mostra — coleções de bonecos, espetáculo, figurinos, cenografia e filmes —, revelando como o grupo se reinventa ao longo do tempo sem perder suas características essenciais, sempre derivadas do desenho e do planejamento gráfico”, afirma.

Exposição Giramundo Palácio das Artes
FOTO: Carla Silva

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *